Crise entre governo e PM foi deflagrada pela decisão de Geraldo Alckmin de conceder aumento salarial diferenciado para delegados, investigadores e escrivães




Vereador do PSDB e principal representante da bancada da segurança do partido, o coronel Paulo Adriano Telhada afirmou nesta quinta-feira, 26, que o governo de Geraldo Alckmin não foi leal com a Polícia Militar e tratou seus integrantes como "filhos bastardos". "Fico pensando como seria um dia de greve da Polícia Militar no Estado todo. Será que só dessa maneira, golpeando o governo e fazendo a população sofrer, é que se consegue o reconhecimento devido?", questionou o tucano.


As declarações de Telhada estão em seu perfil no Facebook. Elas dão a dimensão da crise entre o governo e a PM deflagrada pela decisão de Geraldo Alckmin de conceder aumento salarial diferenciado para delegados, investigadores e escrivães. Na quarta-feira, 25, o governador anunciou o fim da equiparação salarial entre as Polícias Civil e a Militar. Os delegados devem ter 10,5% de reajuste neste ano e mais 15% no próximo, fazendo com que o menor salário deles suba de R$ 7,5 mil para R$ 10 mil. Para as outras carreiras da Polícia Civil, os reajustes devem chegar a até 27%. Para a PM, nada foi anunciado. Só a promessa de estudar compensações. A decisão causou revolta entre oficiais da PM.


Em silêncio até então, Telhada, que teve 89 mil votos e foi o segundo vereador mais votado do partido, resolveu desabafar. Agora, Telhada afirmou se sentir como um "palhaço". O tucano só não disse se vai deixar o partido - ele pretende se candidatar a deputado estadual em 2014 e havia estado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no fim de semana, quando havia sido convencido a ficar no partido. "Aqui fica minha indignação pela maneira equivocada e desvalorizada com que o governo de São Paulo tem tratado a Polícia Militar", disse ele em seu perfil, seguido por 136 mil pessoas.


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