"O regime sírio não se curvará às ameaças de ataque ocidental, mesmo se houver uma Terceira Guerra Mundial", afirmou à AFP nesta quarta-feira (4) o vice-ministro sírio das Relações Exteriores, Fayçal Moqdad. "O governo sírio não mudará sua posição. Nenhum sírio pode sacrificar a independência de seu país", ressaltou Moqdad. Segundo o vice-chancheler sírio, Damasco tomou "todas as medidas" para responder a uma agressão externa. "Não vou dar informações de como a Síria irá retaliar", afirmou.


Nesta quarta, o presidente do Parlamento sírio, Jihad Lahham, pediu a França que não atue de forma precipitada contra o regime de Damasco, acusado por Paris de ter utilizado armas químicas. "Os parlamentares sírios estão determinados a chegar até a verdade e pedimos que não os apressem para cometer um crime abjeto e sem sentido, porque devem tirar a República Francesa do caminho da guerra e levar para o da diplomacia", afirma Lahham em um mensagem dirigia ao Parlamento francês. "Antes de anunciar a guerra, não seria mais razoável esperar um pouco?", pergunta Lahham, presidente do Conselho do Povo Sírio (Parlamento) em uma carta dirigida aos presidentes da Assembleia Nacional e do Senado francês.

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"Apesar das tragédias ocorridas no Iraque, alguns buscam outra guerra para destruir a Síria laica, o que levaria a um conflito religioso na região e aumentaria o sofrimento humano atual", completa. O Parlamento francês organiza nesta quarta um debate sem votação sobre a conveniência de uma intervenção militar contra o regime sírio, como deseja o presidente François Hollande, para "punir" o regime de Bashar al-Assad, acusado de ter utilizado armas químicas contra o próprio povo. Uma intervenção militar na Síria "seria ilegal, porque a Síria é um país soberano que não constitui nenhuma ameaça para a República Francesa, em um momento no qual o relatório da ONU sobre o ataque (químico) abjeto nos subúrbios de Damasco não foi concluído", completa a mensagem.





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