Um ônibus da linha 345 (Praça Mauá/Barra da Tijuca), da Auto Viação Tijuca, que levava cerca de 50 passageiros, entre eles muitos professores municipais, foi interceptado por um micro-ônibus da Polícia Militar na esquina das ruas de Santana com Benedito Hipólito, no Centro do Rio. A confusão aconteceu por volta das 16h30m. Os professores saíam da assembleia que aconteceu na manhã desta terça-feira, no Club Municipal, na Tijuca, e se dirigiam para a manifestação dos profissionais de Educação, na Candelária.
O motorista do coletivo, Gerson Rodrigo, de 28 anos, foi agredido por um policial militar e teve sua camisa rasgada. Segundo testemunhas, o PM entrou no ônibus e pediu a carteira de habilitação do motorista e o documento do veículo. Como Gerson se recusou a entregar os documentos, o policial o puxou pelo pescoço com uma gravata.


- Ele não pode exigir esse documento de mim, sei dos meus direitos. Falei que não daria a carteira (de motorista) e ele me enforcou. Quero processar o estado por dano moral e constrangimento - disse o motorista. O motorista, o policial militar e várias testemunhas foram para a 6ª DP registrar a ocorrência. — A princípio temos um caso de abuso de autoridade por parte do PM e desobediência por parte do motorista. Mas as duas versões são totalmente conflitantes. Nada impede, por exemplo, que o policial venha a responder por agressão. Vai depender do decrorrer das investigação — diz Bruno Gilaberte, delegado-assistente da 6ªDP. O motorista, o policial e outras testemunhas estão sendo ouvidos.

Leia também: PM sai de posto policial e deixa um boneco em seu lugar; assista
Durante a confusão, o celular do motorista e a chave do ônibus sumiram. O ônibus continuou parado no meio da rua, bloqueando a via e deixando o trânsito intenso na região. Procurada, a Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o caso.

Leia PM determina prisão administrativa para policial que agrediu motorista no centro do Rio
Comente abaixo sua opinião sobre o assunto!
Extra
10 Comentários
 
Topo