A estudante de 20 anos se revoltou ao ouvir cantada em manifestação na última segunda (7)
A estudante Anne Karolyne Melo contou à Rede Record que "sentiu nojo e teve vontade de cuspir" no policial militar que a teria chamado de “gostosa” no centro do Rio. O episódio ocorreu em meio à confusão na última segunda-feira (7), quando manifestantes e policiais se enfrentaram. Segundo Anne, os PMs entraram na rua da casa dela, no bairro de Fátima, disparando bombas de efeito moral. A jovem e outros moradores foram questionar a atitude, alegando que não havia necessidade de usar os explosivos em uma via residencial. Foi quando, segundo ela, um PM passou de moto e a chamou de "gostosa".
— Eu me senti enojada. A palavra correta é enojada. Eu não sei cuspir, mas eu poderia ter cuspido nele. De nojo mesmo. Achei um absurdo. Achei que ele estava ali fazendo uma operação desnecessária, porque ele subiu o bairro sem precisar.
Entenda o caso :
Anne reclamou do comentário machista e, segundo ela, foi abordada instantes depois por um tenente do Batalhão de Choque, que a deteve por desacato. Este outro agente teria perguntado: “Sua mãe está boa?”, conforme contou a jovem. Ao colocá-la na viatura, o policial teria cometido novamente abuso de autoridade.
— Quando eu entrei no carro, ele disse pra eu ficar calada porque ele não queria ficar ouvindo m... de patricinha mimada. A estudante disse que, na delegacia, o tenente negou as frases que teria dito. Ele afirmou ainda que não presenciou o policial chamá-la de gostosa. Anne vai responder a processo na Justiça. Em uma rede social, ela pediu que os amigos compareçam no Juizado Especial Criminal no dia 9 de dezembro, quando acontecerá a audiência por desacato. Ela pretende processar o PM que disparou o comentário. Assista ao vídeo:
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Com R7
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