Deputado licenciado foi o 1º condenado no mensalão a se entregar. Ao todo, foram 12 mandados de prisão
O deputado licenciado e ex-presidente do PT José Genoino chegou à sede da Polícia Federal (PF), em São Paulo, às 18h20 desta sexta-feira (15). Ele foi o primeiro dos 12 réus do mensalão a se entregar após a expedição dos mandados de prisão pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Aplaudido por alguns militantes do PT que estavam em frente ao prédio da PF, Genoino estava acompanhado de seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, e de sua mulher.
A expectativa é que todos os réus se apresentem espontaneamente à polícia. A ex-funcionária de Marcos Valério Simone Vasconcellos se entregou em Belo Horizonte, Minas Gerais. A defesa do publicitário, operador do mensalão, disse ao iG que discute agora como ele irá se entregar. O ex-ministro José Dirceu estaria em casa, em Vinhedo, interior de São Paulo, acompanhado da família.
O deputado foi condenado a 6 anos e 11 meses de prisão pela participação no esquema do mensalão e deverá cumprir parte da pena em regime semiaberto. No início da tarde desta sexta-feira, Genoino divulgou uma nota oficial na qual reiterava ser inocente e disse considerar-se um "preso político".
Genoino disse ainda ter sido condenado por que era presidente do PT na época do escândalo e afirma que não existem provas das acusações contra ele. "O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado", diz a nota. O ex-presidente do PT foi condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha. A segunda condenação, contudo, está embargada e seu julgamento deve ser retomado em 2014, pois ele obteve quatro votos favoráveis a sua absolvição por este crime no Supremo.
Confira abaixo a íntegra da nota: "Com indignação, cumpro as decisões do STF e reitero que sou inocente, não tendo praticado nenhum crime. Fui condenado por que estava exercendo a Presidência do PT. Do que me acusam? Não existem provas. O empréstimo que avalizei foi registrado e quitado. Fui condenado previamente em uma operação midiática inédita na história do Brasil. E me julgaram em um processo marcado por injustiças e desrespeito às regras do Estado Democrático de Direito. Por tudo isso, considero-me preso político."
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Fonte: Último Segundo
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