Estratégia deve ser repetida em outras manifestações, diz Deic; detidos no ato de ontem já foram liberados

A convocação de 40 pessoas para prestar depoimento neste sábado (22), na mesma hora que o segundo ato contra a Copa, na praça da República, centro, teve o objetivo de esvaziar o protesto, admitiu neste domingo (23) a polícia.

O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), , disse que a intimação dos 40 que participaram da primeira manifestação na capital paulista, em 25 de janeiro, foi uma estratégia para evitar que ele fossem ao ato de ontem. A estratégia deverá ser mantida em outras manifestações. Delas, apenas 20 compareceram e o restante deve ser reconvocado, segundo a assessoria do Deic.

O Deic cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã de ontem na casa de pessoas suspeitas de serem black blocks. Foram recolhidas máscaras, óculos, faixas e sprays e computadores, que serão alvo de investigação. Segundo o portal G1, entre as pessoas que chegaram ao Deic para prestar depoimento havia jovens e adultos que afirmavam que nunca participaram de manifestações.

Segundo Giudice, alguma suspeita de participação em atos de depredação surgiu na investigação feita pela polícia para que as pessoas fossem chamadas. “Nós temos um inquérito instaurado para apurar formação de quadrilha”, disse o diretor. “Estamos formando um quebra-cabeça para saber quem promove a depredação”, afirmou. A polícia afirma que ouviu cerca de 320 pessoas no inquérito aberto em outubro.

Liberados

As 260 pessoas detidas na manifestação deste sábado, durante o segundo protesto, foram liberadas nesta manhã, informou a Secretaria de Segurança Pública. De acordo com a PM, sete pessoas ficaram feridas durante o protesto: cinco policiais e dois manifestantes.

Ontem, a polícia havia divulgado que o número de detidos era 230. A manifestação estava pacífica até que, quase no final, a PM entrou em confronto com os participantes, cercando vários deles no vale do Anhangabaú.

O ato foi convocado por uma série de coletivos articulados que se colocam contra a realização do mundial de futebol da Fifa, em junho. Sua principal reivindicação é que o governo priorize direitos básicos da população em detrimento da copa. A pauta de ontem era “Se não tiver educação, não vai ter Copa”. O primeiro protesto chamado em prol dessa bandeira ocorreu no dia 25 de janeiro. Na ocasião, também houve confronto entre manifestantes e PMs.

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Fonte: SpressoSP


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