Segundo agência, um jovem teria sido baleado na cabeça. Milhares foram às ruas do país para mostrar apoio ou oposição ao governo.



Pelo menos três pessoas foram mortas a tiros nesta quarta-feira (12) durante um protesto da oposição contra o governo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas, informou a agência Reuters. O procurador-geral da Venezuela confirmou a morte de um estudante e um líder comunitário governista. O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, falou sobre outro jovem, que morreu baleado na cabeça.

Ao menos 23 pessoas ficaram feridas e pelo menos uma pessoa está em estado grave - ela seria uma outra estudante que sofreu danos cerebrais e estava em estado crítico após ser atingida por um tiro na cabeça. Quatro veículos da polícia foram queimados, 25 pessoas foram presas e alguns escritórios do governo foram vandalizados.

Protesto Milhares de pessoas foram às ruas de várias cidades do país para mostrar seu apoio ou oposição ao governo de Maduro, em um contexto de inflação, insegurança e escassez de alimentos. Estudantes simpatizantes da oposição, acompanhados de políticos, se reuniram na Praça Venezuela, no centro de Caracas, para criticar a política econômica de Maduro e exigir a libertação de universitários detidos nos últimos dias em protestos no interior do país.

Enquanto isso, milhares de pessoas vestidas de vermelho, a cor do chavismo, se reuniram em diferentes praças, em Caracas e em outros estados, para comemorar os 200 anos da chamada 'Batalha da Vitória', na guerra de independência do país. Nessa data é comemorado o 'Dia da Juventude', em homenagem aos que morreram em combate, e o evento deste ano foi transformado em um ato em defesa de Maduro.

'Não vamos nos ajoelhar. Eles podem se esforçar, mas vamos ver quem pode mais! Prenderam nossos estudantes, os queremos livres!', disse David Smolansky, prefeito de El Hatillo e ex-líder estudantil, enquanto a multidão gritava 'Vai cair, vai cair, este governo vai cair'.

Vários estudantes foram detidos em Mérida (oeste), em manifestações contra a insegurança e a escassez de produtos básicos. A imprensa local e organizações estudantis estimam mais de dez presos, e informam que cinco jovens ficaram feridos na terça, depois que homens em motos abriram fogo contra os participantes do protesto.

Entre os governistas, predominava o apoio à Maduro e às suas medidas para combater a chamada 'guerra econômica', apontada pelo governo como a responsável pela inflação anual de 56,35%, e pela falta de diversos alimentos e produtos. A passeata chavista foi transmitida na íntegra pela televisão estatal, enquanto a dos opositores ganhou destaque em canais privados.

Na noite de terça, a Comissão de Responsabilidade Social do Rádio e da Televisão, órgão do governo que regula os meios de comunicação, advertiu que haverá sanções para os veículos que 'promoverem a violência e o caos, em vez de incentivarem o diálogo'.


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Fonte: G1

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