12 de Fevereiro de 2013

Caio Silva de Souza tem 23 anos e é auxiliar de serviços gerais. Cinegrafista atingido por rojão teve morte cerebral após 4 dias em coma.


O suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista Santiago Ilídio Andrade foi preso na Bahia na madrugada desta quarta-feira (12). De acordo com a polícia, Caio Silva de Souza aparece nas imagens registradas por fotógrafos e cinegrafistas usando calça jeans e camisa cinza suada.

Caio Silva foi localizado em Feira de Santana, a 100 km de Salvador. A prisão ocorreu por volta de 2h (3h de Brasília, já que na Bahia não há horário de verão). Ele estava na pousada Gonçalves, que fica perto da rodoviária. No momento da prisão, o suspeito não reagiu.

A prisão foi efetuada pelo delegado que investiga o caso, Maurício Luciano de Almeida e Silva, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que estava acompanhado do advogado de Caio, Jonas Tadeu, que também defende outro rapaz envolvido no caso, Fábio Raposo, que está preso no Rio.

O Disque-Denúncia havia divulgado um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro de Souza, que tem 23 anos e é auxiliar de serviços gerais em uma empresa prestadora de serviço do Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, Zona Oeste do Rio.

O cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Ilídio Andrade gravava imagens de uma manifestação contra o aumento das passagens de ônibus no Centro do Rio, na última quinta (6), quando foi atingido na cabeça pelo rojão. Ele teve morte cerebral na segunda (10), depois de passar quatro dias em coma no Hospital Souza Aguiar.

Prisão temporária

O mandado de prisão temporária de Caio Silva foi expedido na segunda-feira (10), no fim da noite. No documento, a Justiça informa que o indiciado foi apontado como responsável por acender e posicionar o artefato que, detonado na direção do cinegrafista, causou a sua morte.

Caio Silva de Souza tem quatro registros na polícia do Rio. Em 2008, deu queixa dizendo ter sido agredido pelo irmão. Em 2010, foi levado duas vezes à delegacia por suspeita de porte de drogas, mas não chegou a ser acusado. E, em 2013, foi à polícia dizer que tinha sido agredido em um protesto no Centro do Rio. Caio Silva de Souza e Fábio Raposo foram indiciados por homicídio doloso qualificado por uso de artefato explosivo e crime de explosão. Se forem condenados, podem pegar até 35 anos de prisão.

É importante lembrar que após a morte de cinegrafista, o debate sobre tipificação do crime de terrorismo em manifestações esquentou no Senado, leia aqui.

Sugestão de imagens para compartilhamento no Facebook:
1 - Urgente! Polícia prende Caio Silva de Souza, suspeito de acender rojão que matou cinegrafista da Band na Bahia 
2 - Entenda o projeto que pune com até 35 anos de prisão:




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Fonte: G1


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