O YouTube foi bloqueado na Turquia, uma semana após o mesmo ter sucedido à rede social Twitter. A "medida administrativa" anunciada pela autoridade da telecomunicações do país, TIB, foi comunicada aos operadores de GSM da Turquia e servidores de Internet, e estará ligada à publicação de alegadas novas gravações a membros do executivo turco.

Fonte do primeiro ministro Tayyp Erdogan refere que o bloqueio ao YouTube poderá ser levantado caso a rede retire de publicação os vídeos da gravação acrescentando que estavam a decorrer conversações nesse sentido. Quarta-feira uma decisão judicial ordenou a reposição do sinal de Twitter. A ordem de bloqueio tinha sido imposta na quinta-feira passada pelo governo e foi contestada em todo o espectro politico-partidário-social e até pelo Presidente turco. A decisão da justiça é encarada como um desafio ao primeiro-ministro. O tribunal considerou a decisão contrária aos princípios do Estado de direito.

Classificou-a como um ato de censura e uma medida autoritária do regime. A tática de publicar alegados segredos incómodos do executivo tem provocado uma crise de confiança no Governo e alimenta a contestação nas ruas ao Governo de Erdogan nas vésperas de eleições municipais marcadas para domingo.

"Ataque indecente"

 A nova gravação apresenta alegadamente o responsável dos Serviços de Informação da Turquia, o ministro dos Negócios Estrangeiros e um vice-comandante das Forças Armadas, a debater a possibilidade de manobras militares contra a Síria.

 Em comunicado escrito o ministério dos Negócios Estrangeiros da Turquia afirmou que algumas secções da gravação foram manipuladas e classificou a sua publicação como um "ataque indecente" a segurança nacional. Garantiu que os seus autores seriam severamente punidos. Erdogan referiu-se igualmente ao caso durante uma acção de campanha. "É um acto ignóbil, cobarde e imoral" afirmou o primeiro-ministro em Diyarbakir, prometendo aos autores da publicação "persegui-los até às cavernas."

Embaraços

No início do ano, diversas gravações publicadas igualmente no YouTube revelaram um alegado alto nível de corrupção na Turquia, incluindo um telefonema do primeiro ministro ao próprio filho. Erdogan teria ordenado a Bilal que fizesse desaparecer 30 milhões de euros escassas horas antes de buscas efetuadas por autoridades judiciais numa operação anti-corrupção em dezembro de 2013.

A publicação das gravações desencadou protestos violentos contra Erdogan. O primeiro-ministro respondeu com um reforço da autoridade governamental na nomeação de juízes e procuradores e na emissão de leis de informação mais restritivas.


Novos vazamentos! Postagem do Revolution News:

A autoridade nacional de telecomunicações na Turquia, Presidência Telecomunicações (TIB),
enviou hoje uma ordem para todos os provedores de serviços de internet, bloquearem o acesso ao Youtube  da Turquia. Esta decisão foi tomada logo após o primeiro-ministro Erdogan dizer que "o Youtube está por trás do Twitter!" TIB disse que tomou uma "medida administrativa contra o site na Turquia", relatou a agência de notícias Reuters.


Uma conversa do Serviço de Inteligência Turco (MIT) e o Presidente Hakan Fidan e autoridades AKP vazou hoje cedo no Youtube. Neste diálogo, o MIT Presidente Hakan Fidan discute bombardear Turquia e colocar a culpa sobre a Síria, a fim de começar uma guerra.

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Novos vazamentos:














DNS ainda está funcionando como VPNs como TunnelBear, HotspotShield, etc. Recebemos relatos de que o DNS 23.90.4.6 / 23.90.4.7 é o melhor no momento.  Atualizaremos conforme novas informações estiverem disponíveis.

Leia também: Turquia bloqueia o Twitter para conter acusações de corrupção

Fonte: RTP e Revolution News


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