Grupo terrorista chinês "Brigada dos Mártires" assumiu a responsabilidade do acidente do vôo MH370 da Malaysia Airlines no último sábado, que desapareceu do radar com 239 pessoas a bordo sem deixar qualquer sinal. Jornalistas chineses receberam na segunda-feira, um e-mail supostamente enviado por essa organização terrorista através de um serviço criptografado de internet que praticamente é impossível de rastrear, explicando as suas razões para o suposto ataque terrorista, informou o jornal "Want China Times".

O grupo descreve sua ação como represália pela "perseguição cruel" que atribuem ao Governo da Malásia, mas não fornecem mais detalhes, e também como resposta ao Governo da China para a perseguição da minoria étnica uigur, que foi acusada por Pequim de uma série de ataques terroristas nos últimos anos.

Enquanto isso, as autoridades da Malásia alertam que o e-mail pode ser uma brincadeira para aumentar as tensões étnicas na China. O ministro dos Transportes da Malásia, Datuk Seri Hishammuddin disse que não existe motivos suficientes "para justificar suas reivindicações", acrescentando que o e-mail não explica o que aconteceu com o avião. No entanto, as autoridades não descartam que o avião tenha sido alvo de um ataque terrorista.

Cidadãos chineses na mira dos terroristas

Na carta, o grupo ameaçou realizar ataques semelhantes, se Pequim não refletir sobre suas próprias atuações na política nacional e direitos humanos, bem como na repressão de minorias étnicas.

A Brigada dos Mártires negou ser uma organização terrorista e qualificou quem realizou o ataque ao vôo MH370 como "lutadores pela liberdade". O grupo também expressou pesar pela morte de 239 pessoas a bordo do avião Malásia, já que seu objetivo era matar "apenas" 153 cidadãos chineses foram a bordo. "Gostaríamos que 100% do vôo fosse somente chineses", escreveram no comunicado, acrescentando que as famílias das vítimas devem buscar compensação por parte dos governos da China e da Malásia.

Greg Barton, especialista em terrorismo, disse ao jornal "The Sydney Morning Herald", que quando se perde o rastro de um avião é que um grupo terrorista realizou um ataque com uma bomba. Ele acrescentou que, se os detritos ou a caixa-preta revelam uma explosão no ar, o mais provável é que o ataque esteja ligado aos separatistas chineses uigures.

Os ataques mais recentes atribuídos à "Brigada dos Mártires", incluem várias delegacias na região autónoma Uigur de Xinjiang, no noroeste da China, assim como um ataque na semana passada em que um grupo de homens com facas atacaram os passageiros numa estação de trem, no sudoeste da China província de Yunnan. O ataque deixou 33 mortos e 130 feridos.

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Fonte: RT

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