Fábio Raposo e Caio de Souza são julgados por morte de Santiago Andrade. G1 questionou a Seap sobre o caso, mas não teve resposta. O advogado Wallace Martins disse ao G1 nesta sexta-feira (25) que Fábio Raposo, um dos acusados de matar o cinegrafista Santiago Andrade, tem sido "torturado" dentro do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Segundo o advogado, ele teria tomado "chineladas" e tapas dos agentes penitenciários.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que a denúncia está sendo objeto de apuração e investigação. “O Fábio tem sido torturado dentro do presídio desde que houve a transferência. Ele foi amarrado com cinturão e já tomou chinelada e tapas dos agentes penitenciários. Do ponto de vista psicológico, os banhos de sol quase não acontecem pra ele. O estado aprisiona as pessoas e tem a responsabilidade de cuidar de seus presos", disse Wallace, afirmando ter feito registro de ocorrência na delegacia de Bangu.

A Seap informou que Fábio Raposo tem direito a banho de sol como todos os internos do sistema penitenciário fluminense. A equipe de reportagem também procurou a Polícia Civil sobre suposto inquérito instaurado na 34ª DP (Bangu), segundo Wallace, mas não teve resposta até as 21h.

Advogado deixa o caso

Jonas Tadeu, outro advogado dos réus, que tiveram a primeira audiência na 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio na tarde desta sexta, informou ao G1 logo após a sessão, que vai deixar o caso por discordar da linha de defesa de Wallace Martins. Jonas Tadeu disse que pretendia incluir no processo as pessoas que supostamente "instrumentalizavam" os jovens nas manifestações, dando dinheiro, equipamentos e transporte.

Segundo ele, Wallace conseguiu convencer os réus de que essa não seria uma boa estratégia e, por isso, resolveu deixar o caso. “Esse inquérito que foi conduzido não é um inquérito completo porque faltou investigação. O delegado simplesmente concluiu para dar uma satisfação para a sociedade, mas faltou investigar a parte de outros envolvidos, de quem instrumentaliza esses jovens”, disse Jonas Tadeu. O advogado foi quem convidou Wallace Martins para participar da defesa do caso.

Wallace diz não saber ao certo qual foi o motivo e que Jonas teria comunicado à mãe de um dos réus no fim da audiência desta sexta que estava saindo do caso. "Havia divergência técnica, mas não há uma briga pessoal", informou Wallace.

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