A manifestação contra a Copa marcada para o entorno do Maracanã na noite deste sábado (29) reuniu pouco mais de cem pessoas e foi dispersada a golpes de cassetete pela Polícia Militar do Rio 35 minutos depois de ter começado. A reportagem viu ao menos cinco pessoas sendo detidas e conduzidas para viaturas, depois que a polícia partiu para cima dos manifestantes. Não havia nenhum tipo de conflito quando a PM agiu.

O protesto convocado pela Frente Independente Popular teve pouca adesão. Às 18h, o manifestantes saíram mesmo assim da praça Saens Peña, na Tijuca (zona norte) e saíram em direção ao Maracanã, a pouco mais de um quilômetro dali. Em contingente de, no mínimo, o triplo dos manifestantes, a PM se antecipava aos ativistas e fazia cordões para impedir o progresso da marcha a cada esquina. Quando os manifestantes viraram na rua Pereira Nunes, em direção à avenida Maracanã, houve uma indecisão entre que caminho seguiriam. Foi neste momento em que os policiais aproveitaram para avançar contra os ativistas.

A reportagem viu diversas pessoas que foram agredidas sem que estivesse de fato ocorrendo conflito: manifestantes apenas gritavam palavras de ordem e carregavam faixas quando a polícia avançou. Deu-se então uma série de detenções. Policiais agrediram jornalistas e usaram cassetetes contra as câmeras que tentavam registrar as prisões. Fotógrafos relatavam que a policia agia deliberadamente contra quem portava máquinas fotográficas.

Um fotojornalista do jornal “O Estado de S.Paulo” teve o para-sol de sua máquina fotográfica– um assessório de plástico que se encaixa na ponta da lente– quebrado por um policial. RECUO Outro grupo de manifestantes voltou para a praça Saens Peña.

Um helicóptero da polícia, diversas motocicletas e ao menos seis viaturas do Batalhão de Choque acompanhavam a movimentação. Quando os manifestantes chegaram na praça, a polícia lançou uma bomba de efeito moral sem motivo aparente, já que o local onde foi lançada era oposto ao que os integrantes da marcha estavam. Crianças e pessoas de idade que estavam na praça se assustaram. Uma parte dos manifestantes se concentrou em uma faixa da rua Conde de Bonfim, ao lado da praça. Aos empurrões, a polícia liberou a via.

Um fotojornalista do jornal carioca “O Dia” foi cercado e empurrado por um grupo de policiais– ele estava identificado com crachá de imprensa e mostrou a credencial quando foi agredido. Ainda na praça, às 18h35, os manifestantes fizeram um jogral e decidiram encerrar o ato.

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Fonte: Folha de S. Paulo


Postado em:

29/06/14 - 01:31



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