Duas mulheres e um homem receberam equipamento para deixar a cadeia Três jovens presos em manifestações durante a Copa do Mundo em Belo Horizonte foram colocados em liberdade condicional e são monitorados 24 horas por dia por tornozeleiras eletrônicas. Karinny de Magalhães Rocha Rodrigues, 19 anos, ativista da Mídia Ninja, é uma delas.

Ela foi presa no dia 12 de junho na praça Raul Soares, no centro, e indiciada por dano ao patrimônio, associação para o cirme e corrupção de menores, segundo a Polícia Civil. Fernando Senhorinha Rinaldi, 18, preso no mesmo local, foi solto ao pagar fiança. Karinny denunciou ter sido agredida por policiais militares com chutes e socos até perder a consciência. O caso é investigado pelo Ministério Público. Segundo comunicado da Mídia Ninja, Karinny não particpou de atos de vandalismo e apenas transmitia o protesto para o coletivo.

Ela foi levada para o Ceresp Centro-Sul no dia 14 de junho e libertada 10 dias depois, sob a condição de usar a tornozeleira. A ativista foi procurada pela reportagem do R7, mas ainda não respondeu aos questionamentos. O equipamento também foi instalado no tornozelo de Patrícia Dantas Dias, 25 anos, presa em flagrante por ajudar a destruir uma viatura na Polícia Civil na porta do Detran, na avenida João Pinheiro. Ela foi indiciada pelos crimes de dano ao patrimônio e associação para o crime. Patrícia também foi levada para o Ceresp Centro-Sul, em 13 de junho, onde ficou detida até 4 de julho, segundo a Seds (Secretaria de Estado de Defesa Social).

Para o juiz que assinou a prisão, "a destruição da viatura, um bem público, foi realizada de forma despropositada, sem qualquer conexão com o exercício constitucional do direito de protestar e manifestar. Mas com o propósito de produzir uma intervenção estética, intimidadora e de apologia a violência". Outro manifestante que será monitorado por tornozeleira eletrônica é Igor Daniel Aguiar Borges, de 29 anos, preso com um coquetel molotov e touca ninja.

Ele foi preso na praça Sete, no centro de BH, em 14 de junho, e ficou no Ceresp Gameleira até o dia 28. Os demais envolvidos não foram encontrados pela reportagem. A tornozeleira é usada por 1.500 pessoas em Minas em prisão domiciliar como alternativa para evitar a superlotação carcerária. O equipamento tem bateria recarregável que dura dois dias e aciona a central de monitoramento por GPS se a pessoa descumpre a medida determinada pela Justiça. De acordo com a delegada Gislaine de Oliveira Rios, outras três pessoas são investigadas por depredar uma viatura da PM no dia 12 de junho. Os envolvidos respondem em liberdade ao procedimento, que deve ser concluído nos próximos dias.

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